Muito interessante o mapa interativo do The New York Times sobre a migração nos Estados Unidos ao longo do tempo. É possível acompanhar as transformações do cenário migratório no país, a partir da presença de diferentes coletivos desde 1880 até 2000.
Immigration Explorer
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quarta-feira, março 11
quinta-feira, setembro 18
Página 65
Ainda estou intrigada com uma coisa. Um mistério que rondou a entrega do meu trabalho no começo da semana na Unisinos. Por que a página 65 se recusava a fazer parte do texto?
Foi a última a ser escrita. Literalmente. Sabe aquele conceito mal resolvido que fica perdido ali no meio, esperando a última revisão?
Depois não teve santo que fizesse aceitar o número de página. Simples quebra de seção?
Uma hora de tentativas, desejo de morte ao Word e vamos em frente. Mas não é que, a caminho da entrega, ao folear as versões impressas e encadernadas percebo que a safada escapou de novo? E estava lá no original. Teria sido esquecida na gráfica?
Sei não. Coincidência, barberagem minha? Voltei a ler tintim por tintim. Vai que lá, no meio da fala de alguém da banca, ela reaparece com alguma aberração cometida por essa pesquisadora teimosa. E cética.
Foi a última a ser escrita. Literalmente. Sabe aquele conceito mal resolvido que fica perdido ali no meio, esperando a última revisão?
Depois não teve santo que fizesse aceitar o número de página. Simples quebra de seção?
Uma hora de tentativas, desejo de morte ao Word e vamos em frente. Mas não é que, a caminho da entrega, ao folear as versões impressas e encadernadas percebo que a safada escapou de novo? E estava lá no original. Teria sido esquecida na gráfica?
Sei não. Coincidência, barberagem minha? Voltei a ler tintim por tintim. Vai que lá, no meio da fala de alguém da banca, ela reaparece com alguma aberração cometida por essa pesquisadora teimosa. E cética.
terça-feira, setembro 16
Pesquisadora midiática
Como disse uma professora minha: critica os pesquisadores marqueteiros, depois aparece na capa da Folha Ilustrada... Eu não critico ninguém - pelo menos quanto a esse quesito. Acho mesmo que a pesquisa tem que aparecer. Só não sou muito afeita a aparições midiáticas. Mas nessa semana fiz duas. Depois de tanto estudar, como não dar uma entrevista?!?
- Primeiro, debati junto com as professoras da Unifra Silvia Niederauer e Vera Prola Farias sobre identidade cultural e os muitos modos de ser gaúcho, no Contraponto, da TV Unifra. Passou hoje ao meio dia, mas reprisa às 19h, no canal 15 da Net Santa Maria.
- Estou no JU Online, falando da minha pesquisa atual, na matéria "Internet aproxima iguais e distantes". O mote foi um artigo que tive aprovado para apresentar em Lisboa, em dezembro, na 6ª Reunião Anual da REDGOB (Rede Euro-Latino-americana de Governabilidade e Desenvolvimento), coordenada pelo escritório europeu do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Para completar o momento acadêmico, entreguei meu texto de qualificação da tese ontem. Uma etapa vencida. Agora é esperar a banca. Depois falo desse episódio.
- Primeiro, debati junto com as professoras da Unifra Silvia Niederauer e Vera Prola Farias sobre identidade cultural e os muitos modos de ser gaúcho, no Contraponto, da TV Unifra. Passou hoje ao meio dia, mas reprisa às 19h, no canal 15 da Net Santa Maria.
- Estou no JU Online, falando da minha pesquisa atual, na matéria "Internet aproxima iguais e distantes". O mote foi um artigo que tive aprovado para apresentar em Lisboa, em dezembro, na 6ª Reunião Anual da REDGOB (Rede Euro-Latino-americana de Governabilidade e Desenvolvimento), coordenada pelo escritório europeu do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Para completar o momento acadêmico, entreguei meu texto de qualificação da tese ontem. Uma etapa vencida. Agora é esperar a banca. Depois falo desse episódio.
terça-feira, julho 29
Chove, chuva
Falar do tempo é uma ótima saída para quem não tem assunto. Conversa de elevador e de táxi, sabemos bem. No meu caso, não é sinal de preguiça, mas de foco. A chuva que cai lá fora tem ajudado muito na minha fase monotemática.
Faltam poucos dias para as aulas na universidade voltarem e tenho aproveitado cada segundo para organizar, reunir pedaços e escrever outros daquilo que vai ganhando a cara da qualificação do meu projeto de tese.
Confesso, ando chata - mais do que de costume. Mas, enfim, achei o fio da meada, como diz a minha mãe: "Não te preocupa, daqui a pouco deslancha. É sempre assim...". Pelo menos recuperei a vontade, o ânimo, a paixão por minha tão mal tratada pesquisa.
E segue a chuvarada, com direito a raios, trovões e muita ventania. O barulho lá fora e o som do teclado aqui dentro.
A propósito, acompanha uma trilha sonora ao ritmo do capítulo 2. É pensar a América Latina desde as migrações e a comunicação. Ufa! Que siga a disposição. Amém!
Faltam poucos dias para as aulas na universidade voltarem e tenho aproveitado cada segundo para organizar, reunir pedaços e escrever outros daquilo que vai ganhando a cara da qualificação do meu projeto de tese.
Confesso, ando chata - mais do que de costume. Mas, enfim, achei o fio da meada, como diz a minha mãe: "Não te preocupa, daqui a pouco deslancha. É sempre assim...". Pelo menos recuperei a vontade, o ânimo, a paixão por minha tão mal tratada pesquisa.
E segue a chuvarada, com direito a raios, trovões e muita ventania. O barulho lá fora e o som do teclado aqui dentro.
A propósito, acompanha uma trilha sonora ao ritmo do capítulo 2. É pensar a América Latina desde as migrações e a comunicação. Ufa! Que siga a disposição. Amém!
domingo, junho 22
Migrações e meios
Já está disponível o livro "Migraciones transnacionales y medios de comunicación: relatos desde Barcelona e Porto Alegre", com resultados da pesquisa de recepção mediática e migrações realizada por professores, alunos e ex-alunos da linha de pesquisa Cultura, Cidadania e Tecnologias da Comunicação do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos e do Departamento de Publicidad y Comunicación Audiovisual da Universidade Autônoma de Barcelona. A pesquisa foi desenvolvida no marco do Projeto Acadêmico de Cooperação Internacional Brasil-Espanha financiado por CAPES (Brasil) e MEC (Espanha) entre 2004 e 2008.Sou co-autora do capítulo "Consumo y uso de los medios de comunicación por parte de los migrantes", em que, com a professora da UAB Amparo Huertas Bailén, analisamos a relação dos migrantes com a mídia, de modo a entender como acessos e apropriações diversas de jornais, revistas, televisão, rádio, Internet e outros meios configuram um elemento importante do processo das migrações transnacionais.
Também participam como autores da obra os pesquisadores Alberto Efendy Maldonado, Cristina Wulfhorst, Deisimer Gorczevski, Denise Teresinha da Silva, Elizara Carolina Marín, Fabrício Silveira, Graziela Bianchi, Jiani Adriana Bonin, Norberto Kuhn Junior, Sara Losa, Rejane de Oliveira Pozobon, além das coordenadoras Denise Cogo, Amparo Huertas Bailén e Maria Gutierrez.
Colaboraram, igualmente, na realização da pesquisa da qual resulta a obra, os professores Nicolás Lorite García (UAB), Hiliana Arruda Alves e outros 12 alunos entre mestrandos, doutorandos, bolsistas de iniciação científica e monitores da LP Cultura, Cidadania e Tecnologias da Comunicação do PPG em Comunicação da Unisinos.
O livro é uma publicação da editora Los Libros de la Catarata, de Madri, e pode ser adquirido pelo site da editora. Por enquanto, a distribuição é feita em livrarias da Espanha, México, Chile e Colômbia, mas daremos um jeito de chegar por aqui.
COGO, Denise; HUERTAS BAILÉN, Amparo; GUTIÉRREZ, Maria (coord.). Migraciones transnacionales y medios de comunicación: relatos desde Barcelona e Porto Alegre. Madrid: Los Libros de la Catarata, 2008. 168 páginas. ISBN: 978-84-8319-371-6
O J.U Online da Unisinos publicou uma matéria sobre o livro.
quinta-feira, abril 3
Post-it city
Intervenções urbanas, novas e velhas formas de ocupar o espaço. Cenários superpostos e provisórios. Pequenas colagens visuais no panorama das cidades. Esse é o foco de uma exposição que mostra materiais coletados dentro do projeto Post-it City - Ciudades ocasionales, do Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB).O anúncio da exposição na newsletter do CCCB me chamou a atenção para o projeto e me levou a mergulhar no material do grupo. Pelo que descobri, a iniciativa reuniu colaborações de diferentes partes do mundo e mostra atividades temporais que nos fazem pensar sobre o modo como ocupamos o espaço urbano. Do vendedor de côco, passando pela gabine móvel de telefone, pelos vendedores ambulantes em Barcelona até uma academia de boxe que funciona embaixo de um viaduto em São Paulo: tudo é objeto do olhar desse grupo de pesquisadores.
Me apaixonei pelo projeto! Fez pensar sobre a cidade, as cidades. Especialmente Barcelona e seu universo de migrantes, objeto da minha pesquisa. Mas também Porto Alegre e mesmo Santa Maria, com sua eterna discussão sobre ambulantes, vans de cachorro-quente, travestis da Presidente...
Ah, e como impressiona ver os midiáticos “subsaharianos” (como se isso fosse designação pra gente) vendendo as cópias muito bem acabadas de Chanel, Prada e cia na frente das lojas das ditas marcas ao cair da tarde em Passeig de Gràcia. Tem até um nome pra eles, como era mesmo? Perigo à vista, é só puxar a cordinha e sair correndo.
Abaixo, os massagistas ganham as areias de Barceloneta. A maioria são mulheres filipinas com suas vozinhas finas a anunciar: "massatge".
Abaixo, os massagistas ganham as areias de Barceloneta. A maioria são mulheres filipinas com suas vozinhas finas a anunciar: "massatge".
Post-it City - ciudades ocasionales: Los fenómenos Post-it City ponen de relieve la realidad del territorio urbano como el lugar donde, de forma legítima, se solapan distintos usos y situaciones, en oposición a las crecientes presiones para homogeneizar el espacio público. Frente a los ideales de la ciudad como lugar de consenso y de consumo, las ocupaciones temporales del espacio rescatan el valor de uso, desvelan distintas necesidades y carencias que afectan a determinados colectivos, e incluso potencian la creatividad y el imaginario subjetivo.
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